Pesquisadora analisa molécula do câncer

14/08/2019

     
“Sempre quis trabalhar com pesquisa em câncer em amostras humanas” Drª. Renata Simões
O fascínio da Dr.ª Renata Toscano Simões pela pesquisa acadêmica teve início enquanto ainda se graduava em Biomedicina, pela Universidade Federal do Pará. No final de 1997, a paraense mudou-se para o interior de São Paulo, onde cursou mestrado (2001) e doutorado (2005) em Ciências Médicas/Patologia Experimental, pelo Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão da Universidade de São Paulo (FMRP/USP). De 2006 a 2008, ainda pela USP de Ribeirão Preto, realizou dois pós-doutorados, sendo um deles no exterior no Commissariat à l'Energie Atomique - Hôpital Saint-Louis (Universidade Paris VII - Paris).

As pesquisas da Dr.ª Renata têm ênfase na análise molecular do câncer, especificamente no estudo da molécula HLA-G. Esta é uma proteína com função inibidora das células de defesa do corpo. “No câncer, a própria célula tumoral começa a produzir HLA-G, para não ser reconhecida pelo sistema imunológico do hospedeiro. Ou seja, se conseguirmos inibir a produção dessa molécula no paciente com câncer, aumentamos as chances de o sistema imunológico reconhecer a célula tumoral, destruí-la ou pelo menos contê-la”, explica.

De acordo com a docente pesquisadora, a molécula HLA-G, originalmente, tem um papel positivo. “A HLA-G é muito importante na gravidez, pois protege o feto [que carrega metade da carga genética do pai] das células de defesa maternas, permitindo que ele se desenvolva normalmente. Mulheres que não produzem essa proteína têm abortos de repetição, pois as células de defesa vão reconhecer o feto como algo estranho ao organismo da mãe”, destaca.

No mês de julho, a Dr.ª Renata Simões e as doutorandas da Santa Casa BH Ensino e Pesquisa, Nathália Gomes e Kênia Magalhães, apresentaram suas pesquisas na 8th International Conference HLA-G, em Paris.