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Fibrose cística, você conhece?

04/09/2020

     

A chegada de um bebê é cheia de expectativas e responsabilidades. Ao sair da maternidade, os pais são orientados a levar o recém-nascido até o 5º dia de vida para fazer o Teste do Pezinho. O que muitos não sabem, porém, é que esse exame é fundamental para o diagnóstico da fibrose cística – doença genética, crônica e progressiva que afeta os pulmões, pâncreas, rins, fígado, aparelho digestivo, intestino e seios da face. Para chamar a atenção da sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce da doença, foi instituído o “Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística” (5/9). 

De acordo com o pneumologista da Santa Casa BH, Dr. Flávio Mendonça, a patologia é hereditária e se manifesta na infância e adolescência, mas devido à evolução dos tratamentos muitas pessoas chegam à idade adulta: “o paciente tem produção excessiva de secreções e muco mais espesso e os sistemas respiratórios e digestivos são os mais acometidos. O aumento dessas secreções propicia maior suscetibilidade às infecções pulmonares, sendo que os principais sinais e sintomas são pneumonias de repetição, sinusite frequente, tosse crônica, cansaço, dificuldade de ganhar peso e estatura, diarreia e suor salgado”.

O Teste do Pezinho é a primeira triagem de fibrose cística na infância e detecta a presença da tripsina imunorreativa. Se o resultado for positivo, o diagnóstico deve ser confirmado pelo Teste Genético ou Teste do Suor – realizados preferencialmente no primeiro mês de vida. “Quanto mais cedo a patologia for identificada, melhor o tratamento e a qualidade de vida da criança. Isso aumentará a sobrevida, inclusive viabilizando a realização de transplante pulmonar em pacientes mais graves”, esclarece Dr. Flávio.