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Voluntariado existe de forma organizada na Santa Casa BH há 46 anos

28/08/2017

     

O voluntariado é uma maneira prática de demonstrar amor ao próximo. Neste sentido, a Associação das Voluntárias da Santa Casa (AVOSC) possui uma história bonita e de muita inspiração. Criada em 17 de maio de 1971, a Associação começou a partir da iniciativa de um grupo de senhoras que visitavam crianças internadas na Santa Casa BH.

Atualmente, a AVOSC conta com a participação de 130 voluntárias, presentes em todos os setores do maior hospital filantrópico de Minas Gerais. O ingresso na Associação se dá através de indicação de outra voluntária ou de algum(a) médico(a). Comprometimento é a principal exigência. Logo que inicia, a voluntária passa por um estágio para aprender as muitas tarefas existentes, e normas de conduta do hospital.

A dedicação da AVOSC vai além do trabalho voluntário. A Associação é mantida através de contribuições financeiras feitas pelas próprias voluntárias, amigos e parentes. Os recursos também são obtidos através de doações e do bazar que é realizado de segunda a sexta-feira, na Rua Álvares Maciel, 615. Toda a renda é revertida a projetos sociais. São beneficiados os pacientes que se enquadram no perfil, após entrevista com assistente social. Os recursos são destinados à compra de cadeiras de rodas, cadeiras de banho, auxílio transporte, hospedagem para visitantes de pacientes internados ou até mesmo para o próprio paciente, quando este tem algum procedimento adiado.

A Associação também realiza, toda última quinta-feira do mês, o curso para gestantes. A capacitação, que dura cerca de oito horas, reúne uma equipe multiprofissional. Ao longo do dia, obstetra, pediatra, assistente social, nutricionista, anestesista, fisioterapeuta, psicóloga, enfermeira e fonoaudióloga apresentam palestras que têm como objetivo orientar e tranquilizar as futuras mamães. 

Retribuição

Perguntadas sobre o sentimento que têm ao trabalhar na Santa Casa BH, atendendo voluntariamente a pacientes do Sistema Único de Saúde, as mulheres da AVOSC têm uma resposta unânime: sentem que estão recebendo mais do que doando.

Júnia Lanna, vice-presidente da Associação, comenta a gratidão que sente. “O trabalho voluntário, antes de mais nada, faz um bem à própria pessoa. Acho que viemos ao mundo para nos relacionarmos. Nos sentimos felizes em perceber o outro, em ter contato com o outro”, ressalta.

A voluntária Sandra Flores Dias destaca sua felicidade. “Acredito que recebemos muito mais do que doamos. Ficamos muito felizes ao ver que tudo o que fazemos é convertido em ajuda às pessoas que estão aqui. Quem trabalha junto aos pacientes e tem oportunidade de dar carinho, de levar uma palavra, se sente gratificado por isso”, afirma.

Para Raquel Costa de Andrada, ser voluntária na Santa Casa BH possibilita momentos de crescimento pessoal. “Aprendemos muito. Principalmente com as crianças. Percebemos o quanto elas são fortes. Às vezes, estão com alguma doença grave. Mas estão lá, lutando, brincando, rindo. Vemos a capacidade que elas têm de transcender aquela situação. É muito gratificante”, destaca.