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Projeto “Saúde em Nossas Mãos” visa reduzir infecções nos CTIs da SCBH

Publicado em: 19/11/2021 - Atualizado em: 19/11/2021 08:50:17

     

Considerada padrão ouro na prevenção de infecções hospitalares, a higienização das mãos é o foco do projeto “Saúde em Nossas Mãos”, iniciativa que acaba de ser implementada na Santa Casa BH e que faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), do Ministério da Saúde.  

O projeto, que conta com ações até 2023, tem como objetivo melhorar a segurança do paciente, a partir da implementação de diretrizes para a prevenção de infecções relacionadas à ventilação mecânica e ao uso de cateteres e de sondas vesicais. Nesse contexto, a higienização das mãos é a principal prática de combate às Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS).

Para o desenvolvimento do “Saúde em Nossas Mãos”, a SCBH conta com a mentoria do Hospital Sírio-Libanês, que oferece suporte técnico, promove o compartilhamento de experiências e encontros virtuais periódicos para o acompanhamento das ações, além de apoiar as sessões de aprendizagem virtual. 

O setor da SCBH escolhido para o início do projeto foi o CTI Pós-Operatório Cardiovascular. A coordenadora da área, Larah Generoso de Castro, explica como funcionará. “As ações serão desenvolvidas de forma colaborativa e envolverão toda a equipe, entre médicos, enfermeiros, técnicos e fisioterapeutas, além do time do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar [SCIH]. Inicialmente, temos uma meta estabelecida de redução de 30% dos casos de IRAS [infecções relacionadas à assistência à saúde], mas o nosso objetivo é zerar as infecções no CTI. Para alcançar esses resultados, existe, também, a meta de aumento de 30% na adesão à lavagem das mãos, rotina que é o foco desse projeto”, diz Larah. 

O CTI Pós-Operatório Cardiovascular foi escolhido por receber pacientes de referência da alta complexidade e também por já apresentar práticas consolidadas relacionadas à prevenção de IRAS. Nesse sentido, o “Saúde em Nossas Mãos” vem fortalecer a cultura da higienização das mãos, de acordo com as diretrizes mundialmente estabelecidas, e consolidar ferramentas (denominados bundles) e processos ligados, por exemplo, às boas práticas de inserção e manutenção de dispositivos invasivos, à revisão de documentos e formulários, entre outros. 

Para monitorar o andamento das ações, Larah esclarece que, além do acompanhamento do Sírio-Libanês, são feitas apresentações dos resultados para toda a equipe envolvida no projeto e auditorias semanais com a enfermeira de referência do SCIH que realiza avaliações e feedbacks para os profissionais.  

Segundo pontua Larah, os reflexos da redução das IRAS no ambiente hospitalar vão muito além da segurança do paciente, já que “impactam na redução dos custos com materiais e medicamentos, principalmente os antibióticos necessários para o tratamento das infecções, e na permanência do paciente no setor, promovendo um maior giro do leito e permitindo que outros pacientes do SUS sejam assistidos”, completa a coordenadora do CTI Pós-Operatório Cardiovascular da SCBH.